o Porto em 7 percursos: a parte 6 do 1º ==> as Flores e São Bento

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E chego ao fim do percurso 1 do livro Caminhar pelo Porto - 7 percursos pelas histórias e segredos da cidade com as sugestões do autor Germano Silva. Para conseguir ter as fotos e descrições de cada lugar no blog, resolvi dividir o percurso em 6 partes.

As 5 partes anteriores estão nos links:

parte 1 com a Praça da Liberdade.
parte 2 que foi sobre os Clérigos.
parte 3 com a conhecida praça dos Leões.
parte 4 com a Cordoaria e o Centro de Português de Fotografia.
parte 5 com a área da Rua das Taipas.
O percurso total, com o mapa indicativo do terreno está neste link. A sequencia tem início, após o fim da Rua do Belomonte, no Largo de São Domingos, que aparece na figura abaixo.
No inicio do Largo, à direita está o Palácio das Artes, que antes era o Mosteiro de São Domingos, do século XIII. Este largo já foi “um dos mais importantes centros cívicos da cidade em tempos medievais”, de acordo com a citação de Germano Silva em seu livro que uso como base para esta série de posts. Este edifício está na fotografia a seguir. È muito bonito em termos de arquitetura, segundo a minha opinião de admiradora 😊.
Ainda no Largo, em frente ao Palácio da Artes, tem uma linda marca da arquitetura da época ainda disponível na centenária “Farmácia Moreno”… (está na imagem a abaixo, com esta vista lateral da mesma).
… e ainda da antiga papelaria Araújo & Sobrinho, que hoje é a edificação abriga um hotel, como mostra a foto a seguir. Os azulejos são mesmo lindos, como sempre comenta minha prima 💗!!!
Esta introdução serve para iniciar o passeio pela famosa Rua das Flores. Na primavera fica LINDA (fica para outro post). As foto abaixo mostram as placas que descrevem sobre a denominação da rua e uma visão geral do seu início próximo ao Largo.
O nome anterior era Rua de Santa Catarina das Flores, de propriedade do bispo. Assim, a rua possui em suas fachadas esta referência em alguns dos números, conforme a seguir. É a roda de navalhas com que foi martirizada Santa Catarina. Fiz uma identificação nas que encontrei (e não foi fácil) 😏.
Confesso que nunca tinha percebido estas marcas até fazer a leitura no livro!!!
E ainda mais difícil foi  encontrar a figura de São Miguel Arcanjo. E já tinha passado “N” vezes nesta rua, sempre admirando as fachadas e NUNCA tinha observado a imagem 😂. Para facilitar, marquei nas fotos a seguir.

 

Depois da leitura do livro, minhas andanças pelo Porto sempre estão a procura destes detalhes!!!
Esta rua também chegou a ser conhecida como Rua do Ouro, pela presença de Ourivesaria e seus mercadores, o que inspirou a seguinte cantiga:

“Adeus cidade do Porto

Adeus Rua das Flores

De um lado são só ourives

Do outro são os mercadores …”

Com a importância da rua, o autor destaca a moradia de algumas famílias importantes como no início da nossa jornada, a Casa dos Cunha Pimentéis, com ênfase ao brasão. Vejam o brasão na foto a seguir.
Do outro lado da rua, mesmo a frente, está a Igreja da Santa Casa da Misericórdia do Porto. Com a iluminação noturna, fica ainda mais linda (e claro isto e como é no seu interior, fica para outro post). E ao lado da Igreja, o Museu da instituição. Os dois edifícios estão nas fotos abaixo.

 

E a linda arquitetura das fachadas dos edifícios continua pela Rua das Flores, como na Casa dos Maias, do século XVI (sim, os Maias, do livro de leitura obrigatória em Portugal no ensino secundário e também daquela novela brasileira). Observem nas fotografias abaixo.
E ainda na Casa da Companhia, que era conhecido o espaço da real Companhia dos Vinhos de Alto Douro (estava em obras quando fiz esta caminhada).
E o edifício de 5 pisos denominado como Casa dos Constantinos, do século XVIII, na foto abaixo.
Já quase no final, tem a esquina à esquerda a rua dos Caldeireiros e à direita a Rua de Afonso Martins Alho, esta última a menor artéria da cidade.

 

E no beco da rua, para repor as energias, A Adega do Olho.
No fim da rua das flores chega-se a Praça de Almeida Garrett. Em qualquer momento ou estação do ano a paisagem deste ponto do Porto é de tirar o fôlego!

 

E agora o LINDO (minha opinião) edifício da estação São Bento. Antes era o Mosteiro de São Bento de Ave-Maria de Freiras Beneditinas. Olha como fila deslumbrante a luz do sol no edifício da estação.
Vou mostrar apenas uma parte do seu interior, pois é claro que terá um post exclusivo para esta linda estação. A seguir, na foto do lado esquerdo o teto com a denominação das áreas do Norte de Portugal denominadas Douro e Minho.
Do lado direito a imagem dos azulejos, que retratam evento de Portugal, a entrada para a área de embarque.

 

A seguir do lado esquerdo o vitral que suporta o relógio e o painel de chegadas e partidas do trens. No lado direito, uma parte da área de desembarque dos trens.

 

É muito lindo. Na maioria das vezes que passo pela estação faço algumas das seguintes ações:
  • um café
  • uma foto da área dos trens
  • uma foto da área da entrada
Para terminar, é claro que tem o café ☕. Aqui na lateral da estação, na rua da Madeira, o café Brasil 😍
O percurso 1 termina da melhor forma, com um café que quase não gosto #sqn
Esta série continua, porque o livro tem 7 percursos e este é apenas o 1º.
Até a próxima, agora com o percurso 2, com muitas estórias e curiosidades e claro, lindas paisagens.
admin

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