Em fotos – Caminhar pelo Porto: percurso 3 parte 3 ==> Miragaia

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E eis-nos em Miragaia!

É como autor Germano Silva descreveu este trecho do percurso 3 em seu livro que uso como base para esta série.

É um dos mais antigos espaços estilo bairro da cidade do Porto, com a sua ocupação pelos moradores datado de 1243 e rapidamente tornou-se o local de pescadores e outros atividades ligadas a área marítima e fluvial. A foto abaixo ilustra esta praça linda para contemplar o Rio Douro.

E se sentar nos bancos da praça, a paisagem está na foto a seguir. Se minha casa fosse ai, tinha várias fotos do sol, do nascer ao pôr do sol 😍

Após a praça, é possível descer por uma rampa, onde está a Rua de Miragaia, que no ano de 1400 tinha mesmo ali próximo um faixa de areia para a praia. Com a construção da avenida foi colocado um muro de contenção e o nível das residências ficou bem abaixo. E claro a praia sumiu 😥. A foto a seguir mostra esta diferença do nível da Rua da Nova Alfândega com a Rua de Miragaia.

Mais alguns passos e chegamos ao Largo de São Pedro de Miragaia, na foto abaixo

Com a Igreja Matriz de São Pedro de Miragaia, como na imagem abaixo.

Na lateral do prédio tem uma inscrição em Latim ilustrada na foto abaixo

Pela descrição do livro, o texto diz que esta igreja foi a 1ª catedral do Porto. Porém o que se tem de informação é esta igreja nunca foi da diocese do Porto. São muitas informações sobre a igreja e que fica para a próxima série das igrejas da cidade do Porto.

Continuando a caminhada pela Rua de Miragaia, tem-se a entrada das residências com lindos arcos. São os Arcos de Miragaia. As duas  fotografias abaixo são exemplos destes Arcos.

 

Mais um pouco de caminhada e temos um largo ilustrado na imagem a seguir, com seus estabelecimentos comerciais (o café!!!).

Neste largo, um pouco escondida (não conhecia esta passagem até ler o livro!!!) as escadas do Monte dos Judeus. E claro que fui lá, porque com as escadas levando é mais fácil. Em outro post mostro as fotos lá do topo.

E já no fim da rua, não se deixe enganar, pois tem uma fonte, bem junto ao muro. É a Fonte da Colher (está na sequencia das imagens a seguir).

É uma das fontes mais antigas da cidade. Percebam que a água cai em um pequeno reservatório que está abaixo no nível no solo. Alguns dizem que para usufruir da água era preciso usar uma colher. No entanto, a verdade sobre o nome é que COLHER era o nome do imposto pago junto a fonte para conseguir utilizá-la.

E uma curiosidade sobre o nome Miragaia:

Lá pelo ano de 932 um rei cristão (Ramiro) raptou uma moira, irmã do régulo (administrador local) Alboazar. Então Alboazar fez igual e raptou a esposa do rei, a rainha Gaia. Porém Alboazar e Gaia apaixonaram-se, vivendo no castelo na margem esquerda do rio Douro. O que fez Ramiro? Resgatou Gaia e matou Alboazar. Na travessia do rio, de volta para casa, Gaia tinha o olhar triste. E o rei pergunta-lhe: “Que miras Gaia?” Com a resposta de Gaia de que estava triste por deixar seu novo amor, Ramiro diz: “Pois mira Gaia” e corta-lhe o pescoço e completa: “Mira Gaia que esses olhos não terão mais que mirar”

É o que está no livro, ok?

E chegamos  ao final da parte 3 do percurso 3. Descansar um pouco na praça próximo à fonte, porque o trecho a seguir começa por subir as escadas de volta a Rua da Nova Alfândega e descobrir novas curiosidades sobre este percurso, apreciar a vista do Rio Douro e caminhar!!!

admin

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